Guia de finanças: aprenda a fazer seu dinheiro render para conquistar a casa própria

Guia de finanças: aprenda a fazer seu dinheiro render para conquistar a casa própria

Comprar um lugar para chamar de lar é um sonho para a maioria das pessoas. Porém, esse é um grande investimento e que exige conhecimento, paciência, planejamento e economia. Se você quer dicas de como poupar seu dinheiro e saber tudo sobre como fazer um excelente negócio, continue a leitura deste material.

Nos próximos tópicos, você vai ter noções do quanto gastar além do valor do imóvel com as burocracias, além de obter dicas excelentes para economizar antes e na hora de comprar sua casa. Confira!

Principais gastos ao se comprar um imóvel

Quando você compra um imóvel, há algumas despesas que devem ser colocadas na conta além do custo bruto da casa ou apartamento que foi adquirido. Impostos, serviços prestados e documentos são alguns exemplos de gastos que podem ir de 6% a 8% do valor do imóvel.

No primeiro tópico deste conteúdo, você vai saber quais são as principais despesas e o valor médio de cada uma delas para colocar na conta e não ter surpresas desagradáveis com valores inesperados.

1. Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI

Esse é o valor mais alto de todas as despesas extras que uma pessoa tem ao comprar um imóvel. O ITBI representa uma porcentagem sobre o valor do imóvel. Como esse número varia conforme a cidade, não é possível chegar a um valor exato de quanto você vai pagar, mas pode-se fazer uma média de acordo com os preços de algumas cidades.

Em São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro, por exemplo, esse imposto é cobrado em 2% do valor do imóvel, enquanto em Belo Horizonte, o valor fica em 2,5%. Já em Barueri, a cobrança é de 5% do valor da casa ou do apartamento. A dica para se preparar é entrar no site da prefeitura da cidade e procurar o ITBI cobrado na região. Se não houver essa informação, entre em contato por telefone para obtê-la.

2. Registro da compra em cartório

Esse é um documento importante para que o apartamento ou casa seja oficialmente de sua propriedade. Enquanto ele não for feito, o imóvel continua no nome da empresa ou pessoa que o vendeu.

O valor do registro varia conforme a faixa de preço do bem e cada Estado brasileiro tem um preço diferente. Em São Paulo, por exemplo, cobra-se a partir de R$1.131 para imóveis de R$100 mil e até R$2.636 em imóveis de R$1 milhão.

3. Escritura

A escritura é outro documento essencial para estabelecer a compra efetuada, já que ela representa oficialmente o contrato de compra e venda do imóvel. Assim como o registro, a escritura também tem seu valor cobrado de acordo com a faixa de preço do imóvel e varia de Estado para Estado.

O valor médio cobrado em São Paulo, por exemplo, para esse documento fica em R$1.643 para imóveis de R$100 mil e R$3.569 para os bens de R$1 milhão.

É importante ressaltar que, se você vai financiar a casa ou o apartamento, a escritura não precisa ser feita.

4. Certidão negativa de dívidas

Esse é um documento que fica, na maioria das vezes, a cargo do vendedor do imóvel, se você estiver negociando um usado. A certidão negativa de dívidas atesta que quem colocou o bem à venda não tem dívidas relacionadas a ele e que, dessa forma, não vão ser repassadas ao comprador.

É um documento muito importante para garantir a sua segurança na compra e evitar surpresas desagradáveis futuramente. Em São Paulo e no Rio de Janeiro essa certidão é feita por um valor médio de R$700.

Formas mais econômicas de conquistar a casa própria

Quando se fala em comprar uma casa ou apartamento, muitas pessoas acabam por descartar esse sonho, já que é um bem de alto valor e que pode levar um tempo para que se consiga a entrada inicial. Se você pensa que seu imóvel está muito longe de ser comprado, este tópico é para você. Confira abaixo algumas maneiras de conquistar seu sonho mesmo sem ter tanto dinheiro guardado:

1. Entre para o programa Minha Casa, Minha Vida

O Governo Federal tem um programa para quem deseja ter sua casa própria, mas não tem muitos recursos para fazer o pagamento por meio de um financiamento tradicional. O Minha Casa, Minha Vida pode ser uma forma eficaz e econômica de você conseguir conquistar o sonho de ter seu imóvel mais rápido.

É importante lembrar que nem todas as pessoas conseguem entrar no programa: existem algumas regras para integrá-lo. A primeira delas é a renda mensal, que deve ser inferior a R$7 mil. Ele atende de uma forma diferente para cada faixa salarial, mas pode ser dividido, no geral, em 4 situações:

  • pagar uma parte do seu imóvel;
  • pagar uma parte da entrada do seu financiamento;
  • reduzir o valor do seguro do financiamento habitacional;
  • entregar taxas de juros muito menores que as do mercado, diminuindo o valor da parcela.

1.1. Faixa salarial entre R$1.800 e R$2.600

Quem ganha até R$2.600 pode conseguir um subsídio do governo de até R$47,5 mil para pagar a entrada do imóvel. Além disso, é possível obter desconto no seguro e conseguir uma taxa menor de juros com relação a outros bancos.

1.2. Faixa salarial entre R$2.600 e R$4 mil

Para quem ganha esse valor, fica disponível um subsídio para entrada de até R$29 mil e um financiamento com juros que podem variar de 5,5% a 7%.

1.3. Faixa salarial entre R$4.000 e R$7.000

A família com essa renda mensal não ganha nenhum subsídio para dar de entrada no imóvel, mas consegue bons descontos no seguro do financiamento e ainda uma taxa de juros melhor do que nos bancos.

É importante lembrar, também, que cada região tem teto para o valor do imóvel a ser adquirido pelo programa. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro, eles podem custar até R$225 mil.

Nas regiões metropolitanas do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo, até R$200 mil. Já nas cidades com até 20 mil habitantes, o valor máximo do imóvel deve ser de R$90 mil. No restante do Brasil, até R$180 mil.

2. Compre um imóvel na planta

Outra forma de economizar muito na hora de comprar um imóvel é optar por comprá-lo na planta, ou seja, quando o projeto do prédio ainda estiver em desenvolvimento. Quando você escolhe uma construtora idônea, as chances de ficar satisfeito e ainda economizar são muito grandes.

Normalmente, quem compra um imóvel na planta tem uma valorização de 30% comparada ao valor inicial. Ou seja, você consegue economizar um valor significativo quando faz esse tipo de aquisição.

Além de comprar um imóvel com um preço em média 30% menor do que vai valer no futuro, ainda há o benefício de se ter um lugar novo para morar. Isso quer dizer que o custo de manutenções e reparos depois que você se mudar será muito menor do que se você comprasse um apartamento usado, por exemplo.

Uma última dica para quem gostou da ideia de investir em um apartamento na planta: procure os pré-lançamentos. Normalmente, as construtoras em parcerias com corretoras fazem esse evento para fechar bons negócios e você ainda consegue mais uma boa porcentagem de desconto!

Estratégias que vão lhe ajudar a poupar dinheiro

Você já chegou até aqui sabendo quais são os gastos além do valor do imóvel e também que comprar um apartamento pode ser mais fácil do que você pensava, já que existem facilitadores nesse processo que podem ajudar muito a conquistar esse sonho.

Porém, adquirir um bem desse porte não deixa de ser um grande passo na vida de qualquer pessoa e por isso é preciso estar seguro das suas economias e do seu poder de compra para realizar esse investimento.

Para ajudar você nessa missão, listamos algumas dicas importantes para te ajudar a poupar dinheiro.

1. Planeje-se

Para ter sucesso, um grande passo como a compra de uma casa ou apartamento deve ser bem planejado. Inicialmente, analise bem junto a sua família qual é o tamanho e o valor do imóvel que vocês podem comprar.

Depois, comece a elencar quanto você já tem ou precisa ter para dar de entrada e simule o valor das parcelas restantes. A partir daí você já tem uma boa ideia de quanto precisa poupar para realizar esse sonho.

Então, você pode começar a se organizar financeiramente e fazer um cálculo de quanto tempo será necessário para juntar o valor que precisa e começar a de fato agir na economia da família.

2. Entenda seus ganhos e gastos

Não há como não relacionar organização a uma planilha de ganhos e gastos. Ela é necessária para ajudar você a entender melhor qual é renda da família, quanto desse dinheiro é gasto por mês e quanto vai sobrar no final dele.

Liste os salários e recebimentos de todos da casa que contribuem financeiramente. Depois, some todos os gastos, desde os fixos, como escola dos filhos, contas de água, internet e energia, entre outros, até os variáveis, como os almoços fora no final de semana.

Ter esses valores claros em uma planilha vai ajudar você a ter uma visão melhor de qual é a renda de sua família e quanto é possível poupar desse montante.

3. Veja o que é possível cortar do orçamento

Com a planilha em mãos, comece a analisar o que vocês podem eliminar, mesmo que temporariamente, a fim de economizar. Você pode, por exemplo, levar comida para o trabalho em alguns dias da semana para evitar almoçar fora, reduzir o plano de TV por assinatura ou trocar os almoços fora de final de semana por refeições em família feitas em casa.

O importante é saber analisar sua planilha e ter foco no seu objetivo para abdicar de algumas coisas em prol de um bem maior que vai vir em longo prazo e trazer mais s para a família.

4. Não perca o foco no seu sonho

Juntar uma quantia de dinheiro pode parecer fácil na teoria: basta cortar um ou outro gasto e se organizar financeiramente. Porém, a prática traz alguns obstáculos que podem fazer você considerar a ideia de desistir.

Não é fácil viver com menos do que se está acostumado, mas o sacrifício é importante em um primeiro momento para a realização de um sonho. A compra de um imóvel significa mais liberdade, estabilidade e, o mais importante, a segurança de ter uma casa própria e pagar por algo que é seu. Portanto, sempre tenha em mente seu objetivo e não desista dele para conquistar seu sonho no tempo planejado.

Investimentos que vão fazer seu dinheiro render

Além da economia, uma estratégia que pode ajudar muito você a fazer seu dinheiro crescer é apostar nos investimentos. Estude, converse com o gerente do seu banco e entenda melhor como eles funcionam para encontrar o melhor tipo para você.

Para começar a introduzir o assunto, vamos listar 3 investimentos e explicar como podem fazer seus rendimentos crescerem em pouco tempo.

1. CDB

O Certificado de Depósito Bancario (CDB) é uma excelente alternativa para quem é iniciante no mundo dos investimentos. Aqui, os bancos emitem um título para que o cliente compre e financie as dívidas da instituição. Ou seja, o banco paga uma quantia para que o cliente invista seu dinheiro ali.

Normalmente, o valor mínimo para entrar no CDB é R$500 e existem três tipos. O pré-fixado, em que os juros são estabelecidos pela instituição na hora de fechar o contrato com o cliente; o pós-fixado, que tem os valores baseados em uma taxa de referência (normalmente usando a tabela Selic) e, por fim, o modelo que paga ao cliente os juros conforme a inflação.

2. Tesouro direto

O tesouro direto é um título público do Governo Federal, que tem como finalidade o financiamento de programas de educação, saúde e infraestrutura. Nesse tipo de investimento, o cliente compra os títulos dessa dívida e em troca recebe uma renda.

É possível verificar, no site do tesouro direto, o valor da rentabilidade e do prazo de cada tipo de título, mas esse é considerado um investimento de baixo risco e que traz boas rendas ao final de cada mês. O valor mínimo para investir nessa modalidade é de apenas R$30.

3. LCA

Letra de Crédito do Agronegócio: o LCA é o investimento que “empresta” o dinheiro do cliente para quem quer investir no setor agropecuário. Em troca, o cliente recebe uma renda alta e fixa mensal.

Como os juros mensais são baseados no CDI (Certificado de Depósito Interbancário), são muito interessantes para quem quer fazer o dinheiro render. Por outro lado, o valor mínimo aceito por algumas instituições para começar a aplicação é de R$5 mil, enquanto outras aceitam apenas aplicações a partir de R$30 mil.

Conclusão

Fazer um grande investimento em um imóvel é um passo importante para a estabilidade da família. Por isso, entender sobre os gastos totais dessa compra, assim como sobre economia e como acelerar o processo de aumento dos rendimentos, são passos essenciais para fazer um excelente negócio. Que tal começar a investir no seu sonho agora mesmo?

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