Descubra qual é a melhor taxa de financiamento imobiliário

Descubra qual é a melhor taxa de financiamento imobiliário

A taxa de financiamento imobiliário deve ser muito bem analisada por parte de quem está pensando em adquirir o seu primeiro imóvel. Afinal de contas, o valor financiado contratado precisa caber dentro do seu orçamento. E, como se sabe, comprar à vista nem sempre é uma opção.

Você sabe o que deve ser considerado antes de fechar negócio? Responderemos a essa e outras perguntas neste post, listando os principais tipos de taxa de financiamento imobiliário que você precisa conhecer para conseguir transformar a sua vida com a conquista do tão sonhado apê. Então, não deixe de conferir o conteúdo até o final!

O que compõe a parcela de financiamento?

O que compõe a parcela de financiamento?

Antes de tratarmos diretamente sobre os tipos de taxa de financiamento imobiliário, precisamos entender o que compõe as parcelas dessa operação financeira.

Basicamente, sua formação é praticamente igual para todos os contratos, as diferenças ficam por conta do percentual de cada elemento da parcela, que podem ser resumidos em:

  •       amortização – montante que o comprador está abatendo de todo o saldo devedor;
  •       juros – percentual aplicado pelas instituições financeiras para garantir o próprio lucro na operação de financiamento;
  •       seguro – valor pago para garantir cobertura em qualquer eventualidade, como morte ou danos ao imóvel;
  •       taxa de administração – percentual cobrado pelas instituições financeiras para gerir os contratos de financiamento.

Quais os tipos de taxas de financiamento imobiliário?

Quais os tipos de taxas de financiamento imobiliário?

Agora que já tratamos da composição das parcelas, podemos falar dos tipos de financiamento imobiliário. Vejamos quais são eles, a seguir.

Sistema Price

Também chamado de tabela Price, é o único sistema de amortização que permite o pagamento de parcelas fixas em um financiamento. Na medida em que as prestações são quitadas, a amortização acontece a partir do abatimento dos juros, de modo com que o saldo devedor diminua a cada mês, embora o valor da prestação permaneça o mesmo.

Esse é um sistema pouco utilizado no Brasil por haver uma forte contestação ao tipo de metodologia utilizada, que envolve a aplicação de juros composto. No entendimento de muitos especialistas, o Direito brasileiro não permite a celebração de contratos de financiamento nesses termos. Juros compostos poderiam ser aplicados apenas em contextos muito específicos.

Sistema de Amortização Constante (SAC)

O Sistema de Amortização Constante (SAC), ou simplesmente tabela SAC, ao contrário do sistema Price, é amplamente utilizado no país. Isso se deve, em grande parte, ao método aplicado para o abatimento do saldo devedor, que permite ao contratante do financiamento pagar, a cada mês, uma parcela inferior àquela do mês anterior.

Na prática, o que permite essa arranjo é a cobrança de juros decrescentes, de modo que a primeira parcela será a mais alta e a última, a menor.

Uma das grandes vantagens desse sistema de amortização para todos os envolvidos, cliente e instituição financeira, é a diminuição dos riscos de inadimplência. 

Afinal, com parcelas cada vez menores o comprador terá mais chances de honrar o compromisso financeiro firmado.

Quanto a isso, vale lembrar que o tempo é uma variável muito importante quando o assunto é taxa de financiamento imobiliário. Para custear um parcelamento que pode durar décadas, o comprador precisa de um bom planejamento financeiro.

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Esse é um tipo de financiamento de competência do Governo Federal, garantido por meio de do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A principal regra a ser observada por quem quer acessar essa linha de financiamento é acompanhar o teto do imóvel a ser financiado. Para São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro, o teto é de R$ 750 mil, enquanto para demais localidades o valor é de R$ 650 mil.

Além disso, o limite para financiamento é de 585 mil reais e o valor da parcela não pode ultrapassar 30% do rendimento mensal do comprador. O prazo para quitação é bastante estendido, podendo chegar a 420 meses ou 35 anos.

Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), também de competência do Governo Federal, surge como linha de financiamento complementar ao SFH. A diferença é que não existe teto para o valor de avaliação de imóvel, o que permite a potenciais compradores adquirem bens de qualquer valor.

Também não há um limite para comprometimento da renda — se tratando de prazos, tudo permanece igual. O comprador terá 35 anos ou 420 meses para quitar o financiamento.

Minha casa minha vida

O Minha Casa Minha Vida é um programa de habitação do Governo Federal lançado em 2009. O objetivo é atender exclusivamente famílias de baixa renda, que pelas regras do programa se dividem em dois grupos: renda mensal de até R$ 600,00 e renda mensal de até R$ 5.000,00. Cada um desses grupos elegíveis para acessar o programa desfruta de condições específicas para o financiamento.

Em geral, devem ser respeitadas as seguintes condições:

  •       nunca ter participado de qualquer outro programa habitacional do governo, seja federal, seja estadual, seja municipal;
  •       ter mais de 18 anos;
  •       ter trabalhado ao menos por três anos com carteira de trabalho assinada;
  •       residir ou trabalhar a, pelo menos, um ano ou mais no município onde o imóvel está sendo adquirido;
  •       não ter nenhum outro imóvel no nome do comprador;
  •       se o comprador possuir algum terreno em seu nome, não pode ter nada construído nele;
  •       da faixa 2 em diante, é preciso ter o nome limpo para financiar um imóvel pelo MCMV.

Esperamos que tenhamos esclarecidos suas principais dúvidas a respeito dos tipos de financiamento imobiliário que existem no país. Como você pôde perceber, são muitas as possibilidades colocadas à mesa e, portanto, cabe ao comprador avaliar com precisão quais delas se encaixam no próprio perfil e orçamento.

Além disso, não se esqueça de que o financiamento pode se estender por muitos anos ou, até mesmo, décadas, exigindo um grande planejamento financeiro por parte do comprador.

E então, gostou do artigo que apresentamos sobre os tipos de taxa financiamento imobiliário? Para continuar aumentando o seu conhecimento sobre esse universo, confira este guia completo sobre o financiamento imobiliário para autônomos.

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