Guia: como investir a longo prazo mesmo ganhando pouco?

Guia: como investir a longo prazo mesmo ganhando pouco?

Especialmente depois dos períodos recentes, nos quais a economia brasileira oscilou bastante e gerou um pouco mais de incertezas na população, aplicar adequadamente o dinheiro se tornou fundamental para ter um pouco mais de segurança no futuro. Diante desse contexto, saber como investir a longo prazo, mesmo ganhando pouco, se tornou fundamental.

O fato é que muitas pessoas não sabem ao certo como fazer isso e desconhecem que o mercado tem opções interessantes para os mais variados tipos de perfis, especialmente se houver um planejamento adequado. Confira o guia que preparamos a seguir e descubra como você também pode vencer esse desafio!

Monte o seu planejamento financeiro

Não é difícil imaginar que o primeiro passo para quem quer investir a longo prazo mesmo ganhando pouco é fazer um excelente e enxuto planejamento de suas finanças. É preciso ter muito controle para evitar desperdícios e conseguir juntar qualquer quantia extra, angariando fundos para vencer essa empreitada.

Confira a seguir algumas dicas para fazer isso.

1. Analise os seus rendimentos e despesas

O primeiro passo para montar o seu planejamento, obviamente, passa por conhecer muito bem qual é a sua realidade financeira no momento, de forma que você ganhe subsídios para tomar as suas futuras decisões. Para isso, logo de início, você precisa saber ao certo o quanto você ganha e, ao contrário do que parece, isso não é tão simples.

Mais do que apenas verificar o que vem escrito em sua folha de pagamento, você precisa interpretar os dados e, além dos descontos dos impostos e taxas na fonte, é imprescindível levar em conta as suas despesas fixas, que são imutáveis e podem consumir uma parte bem relevante do seu ordenado todos os meses.

Perceba que, não importa o que aconteça, você precisará arcar, por exemplo, com o valor do seu aluguel, a taxa de condomínio, a mensalidade do plano de saúde, a escola das crianças e assim por diante. Como esse montante já está comprometido, é preciso descontá-lo para conhecer o seu verdadeiro salário líquido e se programar a partir daí.

2. Encontre pontos para reduzir custos

Agora que você já sabe muito bem quanto você efetivamente ganha, chegou a hora de encontrar as outras despesas que não são fixas e, principalmente, de encontrar uma maneira de reduzi-las tanto quanto você puder. Alguns custos que parecem irrelevantes em um primeiro momento podem ser mais elevados do que você imaginava.

Uma boa ideia para isso é usar a caneta e o papel para anotar tudo, sem exceções. É bem provável que, em poucos dias ou semanas, você se livre da terrível sensação de que o seu dinheiro está sumindo da sua conta, sem que você sequer realize de que maneiras ou com o que você estava gastando tanto.

Monte uma pequena planilha de gastos e lembre-se de que não precisa ser nenhum primor de qualidade e nem algo complexo: basta que você anote toda e qualquer despesa, mesmo as mais discretas. Assim fica muito mais fácil identificar onde você está desperdiçando e juntar o que você precisa para comprar um imóvel.

3. Converse com os seus familiares

Provavelmente, como chefe de família , você será a pessoa mais importante para montar o planejamento financeiro, e isso é perfeitamente natural. No entanto, isso não quer dizer que você seja o único responsável por essa empreitada e nem que as pessoas que moram com você não possam contribuir para que você tenha êxito no final.

Sendo assim, não abra mão de conversar com os seus familiares para explicar muito bem quais são as suas intenções e qual é a real situação do orçamento no momento. É preciso que eles entendam que as suas metas serão algo para beneficiar a todos e que podem trazer segurança por muitos anos ou até mesmo décadas.

Veja de que maneira eles podem ajudar a diminuir as despesas, como abrindo mão de itens supérfluos e adotando hábitos que reduzirão as contas no final do mês. Ninguém precisa, por exemplo, ter o pacote mais caro da TV a cabo ou pagar a mensalidade de uma academia sem ir — principalmente, em um período em que vocês precisam juntar dinheiro.

4. Elimine as suas dívidas antigas

Os brasileiros estão entre os que têm o menor controle financeiro e acabam se endividando com mais facilidade. No entanto, se você não quer fazer parte dessa estatística e deseja ter um bom planejamento financeiro para obter o valor total para atingir o seu objetivo, sair desse ciclo vicioso é um passo essencial.

Tente, de todas as formas que puder, reunir os seus esforços para quitar toda e qualquer dívida. Qualquer um sabe que os juros dos cartões de crédito ou de empréstimos bancários são extremamente elevados e podem fazer com que qualquer um se desestabilize, financeira e emocionalmente, com bastante facilidade.

Sendo assim, perca qualquer inibição e parta para negociar com os seus credores, tendo em mente que eles também são diretamente interessados em receber o que emprestaram. Sinalize com a possibilidade de pagar imediatamente em caso de descontos, faça um esforço ou peça ajuda para familiares e amigos — se for o caso, é melhor dever para eles.

5. Aumente os seus ganhos e receitas

Da mesma maneira que eliminar os gastos supérfluos e as dívidas é fundamental para o seu planejamento financeiro, aumentar os seus ganhos também pode facilitar (e muito!) a sua vida na hora de fazer os seus investimentos e ter uma quantia suficiente para investir do jeito que você deseja, sobretudo se seus objetivos forem ousados.

Para a maioria das pessoas, isso quer dizer fazer horas extras no seu serviço habitual. No entanto, sabemos que nem sempre isso é possível e, outra boa estratégia para isso, é a de buscar trabalhos como freelancer. Para quem tem talentos extras, o caminho pode ser esse: artesanato, gastronomia e até mesmo dar aulas particulares.

6. Monte uma pequena reserva financeira

Por fim, o seu planejamento financeiro também precisa abrir espaço para que você monte uma pequena reserva financeira. Embora fazer alguns investimentos mais agressivos seja algo essencial para juntar o montante necessário para um objetivo mais arrojado, ter alguma quantia guardada em uma aplicação de liquidez imediata também é muito importante.

Todo mundo está sujeito a experimentar algum imprevisto ou uma situação desagradável, que demande dinheiro em mãos para resolvê-la. Isso pode acontecer quando um familiar enfrenta um problema de saúde, o carro quebra sem motivo aparente ou até mesmo a sua casa é atingida por desastres naturais ou precisa de manutenção.

Adote o hábito de guardar parte dos seus rendimentos para isso. Logicamente, o tamanho dessa reserva financeira dependerá de uma série de características e circunstâncias, mas o fato é que, enquanto pessoas com estabilidade no emprego podem se contentar com menos, profissionais autônomos e liberais precisam fazer um esforço maior.

Defina os seus objetivos

Definir os seus objetivos também é muito importante para quem quer saber como investir a longo prazo mesmo ganhando pouco. O fato é que uma pessoa que deseja comprar um imóvel, por exemplo, não precisa ter, em linhas gerais, tanta disciplina quanto alguém que apenas quer fazer uma viagem ou uma mudança de carro.

É preciso decidir o que você realmente quer e, com a melhor compreensão dos seus ordenados e das suas despesas, ver qual será o prazo necessário para que você possa atingi-lo. Além de tudo, com um objetivo bem claro, fica muito mais fácil identificar quais são os investimentos mais recomendados para os seus planos.

Aposte nos investimentos certos

Essa é uma das etapas mais importantes para quem deseja investir mesmo ganhando pouco, uma vez que o mercado conta com investimentos muito diferentes e que podem atender com muito mais eficiência ao seu perfil e seus objetivos. Por essa razão, investir no lugar certo é imprescindível nesse momento. Aprenda um pouco mais sobre as suas opções a seguir.

1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma alternativa que funciona da seguinte maneira: o Governo Federal emite títulos públicos no mercado para capitalizar e financiar diversas de suas atividades, como a realização de obras de infraestrutura, por exemplo. Feito isso, qualquer um pode adquirir esses “papéis” e embolsar os juros acumulados ao final de um período.

Muitas pessoas estão apostando nessa alternativa, até mesmo pelas boas perspectivas que a nossa economia vem apresentando. Na prática, os compradores viram uma espécie de credores do Brasil, pois emprestará capital em troca de dividendos.

2. CDB

O CDB é um investimento em renda fixa e tem as suas semelhanças com o Tesouro Direto. No entanto, nessa opção, os emissores de títulos são instituições financeiras — ou seja, bancos. A intenção é a mesma do Governo, que é a de capitalizar as suas atividades. Mais uma vez, os compradores viram credores e são remunerados por isso.

O CDB pode ser prefixado, onde as pessoas já saberão previamente quanto será o rendimento, bem como pós-fixado, que tem a rentabilidade atrelada a um índice chamado CDI, que geralmente rende ligado à taxa Selic.

3. Ações

Você certamente já observou com algum entusiasmo o mercado financeiro em filmes ou programas de televisão, vendo a história de pessoas que ficaram milionárias aplicando o seu dinheiro. No entanto, embora isso seja perfeitamente possível, é preciso ter em mente que não é algo simples de ser conseguido.

Para ter sucesso em ações, é preciso aliar muito conhecimento de mercado, bons níveis de paciência e alguma sorte. Se você fizer essa escolha, é recomendável contar com ajuda profissional de uma administradora e, mesmo assim, ainda estudar tanto quanto puder sobre o tema.

4. Fundos de investimentos

Os fundos de investimento em renda variável são uma alternativa para quem é mais arrojado e está em busca de um retorno maior, mas que tem os seus riscos. Trata-se de um conjunto de ativos formado pelo capital de diversos investidores e gerenciado por um especialista do mercado financeiro.

Essa gestão especializada é muito importante e ajuda a garantir as melhores escolhas, que dependem de diversas variáveis e podem ser, por exemplo, em ações de empresas em crescimento ou em moeda estrangeira, como no caso dos multimercados.

5. Mercado imobiliário

No Brasil, falar em investimentos e não falar do mercado imobiliário é quase impossível, visto que esse é um segmento bastante valorizado e que costuma oferecer bons retornos, mesmo em momentos nos quais a nossa economia passa por oscilações. Além de tudo, é uma opção com a qual boa parte das pessoas já está mais familiarizada.

Você pode ter excelentes dividendos em longo prazo com a aquisição, por exemplo, de um imóvel na planta. Isso acontece porque, além dessas unidades serem completamente novas e em sintonia com as demandas dos cidadãos de hoje, as construtoras costumam oferecer boas vantagens para quem compra, como entrada facilitada e prestações suaves.

Escolha o investimento ideal

Um dos erros mais comuns de quem quer investir com pouco dinheiro é não escolher um tipo de aplicação que tenha a ver com o seu próprio perfil de investidor. Por isso, o autoconhecimento é essencial e você precisa analisar, por exemplo, o tempo disponível para isso e quais riscos você está disposto ou não a correr.

Enquanto os mais conservadores podem direcionar a maior parte de sua carteira para produtos de renda fixa e alta liquidez, os moderados podem apostar na diversificação de seus recursos e no mercado imobiliário. Já os arrojados podem partir para opções de renda variável, como as ações e os fundos de ações.

Conclusão

Depois de ler este conteúdo, você já está pronto para investir a longo prazo, mesmo ganhando pouco. Basta que você amplie os seus conhecimentos, faça um bom planejamento financeiro e escolha aplicações em sintonia com o seu perfil, que podem fazer com que você tenha êxito e consiga atingir os seus objetivos com sucesso!

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