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Como comprar imóvel com pouco dinheiro?

Como comprar imóvel com pouco dinheiro?

O brasileiro costuma apostar na segurança e no potencial de valorização do mercado imobiliário, fazendo desse segmento uma das primeiras escolhas na hora de investir o seu dinheiro. No entanto, o lado financeiro pode ser encarado como um fator limitante do setor. 

Mas você sabia que é possível comprar imóvel com pouco dinheiro?

O fato é que, por meio de algumas atitudes simples e escolhas adequadas, sobretudo se você estiver elegível para alguns dos programas habitacionais disponibilizados pelo Governo Federal, é possível fazer uma aquisição que atenda às suas necessidades e não estoure o seu orçamento. Continue lendo e descubra como fazer isso.

Entendendo os programas habitacionais do Brasil

Os chamados programas habitacionais nada mais são do que mecanismos financeiros que os governos criam em forma de subsídios, para proporcionar a chance de que pessoas possam adquirir imóveis, deixando as unidades mais acessíveis, especialmente para quem ocupa uma faixa de renda mais baixa ou mesmo populações carentes.

Eles existem há muitas décadas, com mudanças no nome e no formato, mas o mais conhecido, provavelmente, ainda é o Minha Casa Minha Vida (MCMV), que foi iniciado no ano de 2009 e trazia boas condições, facilidades no pagamento e baixas taxas de juros para quem deseja adquirir a primeira casa ou apartamento, dentro das regras estabelecidas.

O MCMV vem sendo substituído pelo Casa Verde Amarela, mas isso não alterou, ao menos de forma significativa, as regulamentações de participação. O fato é que, a partir da elaboração dos programas habitacionais do Brasil, as próprias construtoras passaram a fazer empreendimentos que se enquadrassem nessa possibilidade.

Isso quer dizer que os imóveis, para ficarem elegíveis, devem estar dentro de normas internacionais, como a ISO 9001, ou mesmo nacionais, como a de Edificações Habitacionais — Desempenho (NBR 15575). É uma maneira de, mesmo com preços acessíveis, garantir a segurança e uma estrutura básica de habitabilidade.

A própria Caixa Econômica Federal, que é o banco que mais fornece crédito para o setor imobiliário do país, inclusive por meio dos programas habitacionais, criou um sistema de avaliação chamado “De Olho na Qualidade”, que lista alguns pontos relevantes, aos quais o comprador deve ficar de olho ao receber a unidade que adquiriu.

Um pouco mais sobre o Casa Verde e Amarela

Um pouco mais sobre o Casa Verde e Amarela

Como dissemos, o Minha Casa Minha Vida vem sendo substituído pelo programa Casa Verde e Amarela, de forma que as novas necessidades, expectativas e demandas dos consumidores estejam em melhor sintonia com as possibilidades e a capacidade de auxílio do Governo Federal. Por isso, alterações foram realizadas nesse sentido.

As novas medidas servirão para estimular a aquisição de moradia nas populações com uma renda mais baixa, com uma meta de atender cerca de 1,6 milhão de famílias até o ano de 2024. A reformulação passa também por regularizar algumas residências construídas em áreas sem estrutura, uma das críticas feitas ao modelo do MCMV.

Muitos dos conjuntos habitacionais antigos do programa estão situados muito longe de centros urbanos, sendo que algumas das casas edificadas nem sequer contam com a escritura, algo que é ilegal perante a legislação vigente. A ideia, portanto, é que o novo modelo funciona em três frentes: financiamentos, regularização fundiária e reforma de obras.

No caso do financiamento, a população fica divindade em 3 faixas, com rendimentos entre 2 e 7 mil Reais por mês. Na faixa mais baixa, como limite de 4 mil Reais de renda mensal, as vantagens são maiores, com acesso às taxas de juros mais baixas, além da possibilidade de regularização fiduciária de imóvel já existente e de reformas.

Os grupos 2 e 3 poderão financiar com juros um pouco maiores, mas, ainda assim, bem mais vantajosos que os praticados pelo mercado. Uma ideia importante do novo programa é dar mais atenção à qualidade dos imóveis construídos, até para que não haja a necessidade e o prejuízo de ter que tirar as pessoas que já estão morando neles.

Como funcionam os subsídios do governo

Como dissemos, os subsídios do governo são concedidos, sobretudo, para pessoas que vivem com uma faixa de renda mais baixa, de forma que as condições dos financiamentos realizados por elas sejam mais atrativas. Na prática, acaba sendo um tipo de desconto nas prestações, diminuindo, em última instância, o valor final a ser pago pelo usuário.

Sendo assim, tanto o Minha Casa Minha Vida quanto o Programa Casa Verde e Amarela servem para viabilizar a compra de uma moradia ou, dependendo do caso, como vimos, a sua regularização ou a execução de reformas. Vale lembrar que, via de regra, esse benefício só é oferecido para a aquisição do primeiro imóvel de uma família.

O principal ponto analisado é a renda bruta familiar, uma vez que as condições oferecidas variam de acordo com ela. Nesse caso, quanto menores os rendimentos, maiores os subsídios. Por isso mesmo, existe um teto máximo que limita o valor a ser concedido, que muda com o passar dos anos e pode ser diferente em cada região do país. 

Outra questão que merece ser ressaltada é que, caso a pessoa esteja envolvida em alguma irregularidade ou fraude, ela pode ser obrigada a devolver o dinheiro. Sendo assim, para se candidatar, além de se enquadrar nas faixas previstas, é preciso ter mais de 18 anos, ser brasileiro ou naturalizado e não ter participado de outro programa ou financiado outro imóvel.

Como conquistar uma boa organização financeira

Como conquistar uma boa organização financeira

Agora que você já entendeu melhor os programas habitacionais do Brasil, aprendeu um pouco mais sobre o Casa Verde e Amarela e viu como funcionam os subsídios do governo, vamos dar algumas dicas de organização financeira para que você consiga adquirir o imóvel que deseja, sem passar apertos no final do mês. Acompanhe.

Conheça sua renda verdadeira

Muitas pessoas acham que conhecer a própria renda consiste em apenas saber o próprio salário, mas a realidade é bem diferente. Qualquer pessoa tem despesas fixas, que não variam de um mês para o outro e que, dessa maneira, acabam abatendo, invariavelmente, o rendimento e as suas condições financeiras como um todo. 

Sendo assim, esse conhecimento sobre as suas finanças passa a ser muito importante. Avalie, por exemplo, quanto você gasta com o aluguel, taxa de condomínio, escola das crianças, plano de saúde, academia de ginástica, financiamento do carro e assim por diante. Feito isso, você saberá realmente quanto tem para investir em novos projetos.

Realize cortes estratégicos

Depois de conhecer melhor as suas próprias finanças, é hora de dar o passo seguinte, que é a realização de cortes estratégicos. A maioria das despesas que citamos acima é fixa e, dessa maneira, não pode ser eliminada. No entanto, existe muita coisa que você pode estar pagando desnecessariamente, algumas das quais até mesmo sem saber.

Faça uma avaliação cuidadosa e analise a possibilidade de reduzir alguns custos, como o pacote da TV a cabo, pedidos de fast-food, compras por impulso e assim por diante. Converse com seu cônjuge e com seus filhos sobre essa nova necessidade, pois o planejamento para a aquisição de um imóvel é algo que impactará a vida de todos vocês.

Tente fugir do cartão de crédito

O cartão de crédito pode ser um dos piores inimigos de quem não deseja gastar dinheiro com supérfluos e precisa economizar para fazer uma grande aquisição. Embora seja um recurso interessante no caso de surgirem emergências financeiras, as suas taxas de juros exorbitantes devem fazer com que essa nunca seja sua primeira opção de compras.

Como se não bastasse, ainda há um fator psicológico importante, pois as pessoas tendem a não perceber a despesa enquanto a fatura não chega. No entanto, nesse momento, pode ser tarde demais para o seu bolso. Prefira sacar o dinheiro vivo e pagar diretamente, pois isso acaba sendo um estímulo a mais na hora de economizar um pouco.

Escolha o tipo de imóvel

Para comprar imóvel com pouco dinheiro, antes de mais nada, você precisa escolher o tipo de propriedade que atende às suas demandas e às necessidades da sua família. Entre as opções disponíveis, estão casas e apartamentos, sejam ele novos, usados ou mesmo imóvel na planta. Cada alternativa tem, logicamente, suas vantagens e desvantagens.

Em linhas gerais, os usados, por serem mais antigos, costumam ficar nos bairros mais tradicionais e com localização privilegiada. Os novos ou na planta, por outro lado, têm instalações mais modernas e em sintonia com o estilo de vida atual. As casas são perfeitas para quem gosta de privacidade, enquanto os apartamentos tendem a conferir maior praticidade.

Não abra mão da sua saúde

É comum que, em algum momento da vida, a gente deixe de se cuidar um pouco, em prol de uma conquista importante. Porém, embora essa seja uma estratégia bastante comum, é preciso ter parcimônia, pois se você adoecer ou tendo um problema grave, é muito provável que as suas despesas sejam bem maiores.

Essa também pode ser uma boa oportunidade de economizar ao largar alguns vícios. Se você é fumante, por exemplo, deixar de comprar os maços diariamente vai ser uma bela despesa a menos. Para os viciados em refrigerante, trocar por água é um hábito vantajoso. Além disso, você ganha mais disposição e passa até a trabalhar melhor.

Quite as suas principais dívidas

Quite as suas principais dívidas

Assim como no caso do cartão de crédito, as dívidas que você tem podem minar as suas economias, especialmente se você pagar altas taxas de juros por elas. Além disso, mesmo que você faça uso de um subsídio oriundo de programas habitacionais, ainda que as taxas sejam atraentes, você terá que pagar as parcelas todos os meses.

Nesse contexto, quitar seus débitos é a melhor estratégia, até para reduzir ao máximo a existência de outros compromissos e pendências. Se for preciso, cogite vender o carro ou pedir ajuda de familiares. Outra boa tática é tentar negociar bastante com os credores, visto que eles estão diretamente interessados em receber e podem oferecer bons descontos.

Monte uma reserva emergencial

Outra estratégia bacana para quem deseja comprar um imóvel é tentar montar uma reserva emergencial. Por mais que você se enquadre em faixas baixas dos programas habitacionais, sempre há a necessidade de pagar um percentual de entrada, que costuma ser de 30% do preço do imóvel, mas, dependendo do subsídio, pode cair para 10%.

Independentemente disso, você precisa estar preparado para arcar com alguma quantia. A partir do momento que você conheceu melhor os seus rendimentos e fez cortes estratégicos, você pode ir juntando algum dinheiro, todos os meses, de maneira constante. O mais importante é ter disciplina, mesmo que você comece com bem pouco.

Não deixe de aplicar o seu dinheiro

Mesmo que você não tenha muito guardado, deixar seus recursos na poupança não parece ser, definitivamente, a melhor opção. O ideal é que você faça uma aplicação inteligente, de forma que tenha algum rendimento todos os meses. Como nossa inflação varia bastante, deixar o seu capital parado fará com que perca poder de compra.

Existem muitas aplicações que oferecem excelente segurança, entre as quais se destacam os títulos públicos, CDB, LCA e LCI. Mesmo que você não entenda muito sobre o mercado financeiro, não se assuste: converse com o seu gerente, explique suas demandas e ouça o que ele tem a falar. É a melhor forma de evitar erros e ainda lucrar um pouco.

Verifique seu saldo no FGTS

O famoso FGTS, sigla para Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, é uma alíquota criada justamente para ajudar o trabalhador brasileiro, sobretudo na aquisição do seu primeiro imóvel. No entanto, ainda assim, muitas pessoas sequer sabem quanto têm nessa conta e acabam não considerando um valor que poderia ajudar bastante.

O seu uso é permitido tanto para a aquisição quanto para o financiamento de propriedades, inclusive em programas de subsídios habitacionais. Além disso, vale fazer o saque para esse investimento, uma vez que o rendimento no FGTS é muito baixo, ficando, na maioria das vezes, abaixo até a inflação do ano.

Faça um bom planejamento

Depois de seguir todas as dicas anteriores, você pode partir para o planejamento propriamente dito, que viabilizará a compra de um imóvel, mesmo com pouco dinheiro. Coloque tudo o que você decidiu e estipulou no papel ou, se você for adepto de soluções mais tecnológicas, em um aplicativo de notas ou similares.

Você deve incluir suas receitas, despesas, quanto você economiza mensalmente, os imóveis que despertaram seu interesse, suas aplicações, o saldo do FGTS, dívidas que ainda estão sendo pagas e até projeções financeiras para os próximos meses. Com isso, você poderá tomar decisões mais acertadas e realinhar estratégias, se necessário.

Alguns cuidados ao comprar imóvel com pouco dinheiro

Alguns cuidados ao comprar imóvel com pouco dinheiro

Você já domina o conceito de programas habitacionais do governo e como funcionam os subsídios oferecidos, de acordo com a faixa de renda e outros requisitos. Aprendeu também a organizar a sua vida financeira para comprar um imóvel com pouco dinheiro. Agora, vamos mostrar quais cuidados você deve ter nesse processo. Confira.

Faça uma pesquisa de mercado

O primeiro dos cuidados ao comprar imóvel com pouco dinheiro consiste em fazer uma pesquisa de mercado. Afinal, você deve compreender melhor o segmento no qual alocará um recurso tão importante, usando esse conhecimento como parâmetro para saber se o que estão pedindo é justo ou acima do esperado.

Você deve, especialmente, comparar unidades com características semelhantes àquelas que você e sua família precisam e esperam, como o número de quartos, o tempo de construção, a presença ou não de área de lazer e assim por diante. Acaba sendo uma maneira também de adequar o seu orçamento à realidade dos imóveis disponíveis.

Conheça a região do imóvel

Não dá para pensar em investir em imóveis sem conhecer muito bem a região na qual você pretende viver. Isso é importante não apenas pela questão do mercado, como falamos acima, como também para saber se você e sua família se encaixam no perfil de moradores da área, com suas principais demandas e necessidades atendidas.

O próprio custo de vida varia muito de um bairro para outro e muitos especialistas consideram a localização como o fator mais importante na precificação de propriedade. Dê preferência para locais com bom atendimento de serviços básicos e ampla rede de comércio, bem como aqueles que estejam recebendo investimentos públicos ou privados.

Observe o estado de conservação

Outro cuidado importante para você que deseja aprender como comprar imóvel com pouco dinheiro é observar o estado de conservação, especialmente no caso de unidades usadas. Isso é crucial, tendo em vista que, detalhes que possam passar despercebidos podem pesar bastante no seu bolso depois da aquisição.

O piso é um bom indicador e a presença de estufamentos ou quebras pode indicar problemas maiores. Se a sua opção for por uma casa, não deixe de verificar como está o forro e o telhado, pois reparos nesses itens podem custar caro. Se for possível, vale levar um profissional que possa ajudar no processo de avaliação.

Avalie o sistema elétrico

Avalie o sistema elétrico

Infelizmente, não é raro vermos, em muitos locais do Brasil, a presença de instalações que não estão de acordo com os padrões adequados, inclusive previstos por lei. As famosas “gambiarras” são muito comuns, mas podem demandar um alto investimento para sua adequação, além de colocarem em risco a vida dos moradores.

Por isso, ao comprar imóvel com pouco dinheiro, você não pode deixar de analisar o sistema elétrico. Comece pelo quadro de energia, buscando por sinais de curtos-circuitos ou sobrecarga. Observe também as tomadas, tentando quando for possível, assim como as lâmpadas e aparelhos eletrônicos, caso estejam no local. 

Verifique a parte hidráulica

A parte hidráulica é uma das campeãs de problemas em imóveis de baixo custo e, por isso mesmo, merece toda a sua atenção na hora da compra. Problemas nesse ponto podem custar muito caro e demandam reformas extensas, que podem tirar a sua paciência e causar sérios danos no seu orçamento no final das contas.

Sendo assim, de cara, cheque se existem manchas de mofo nas paredes, chão ou teto, pois isso pode indicar a presença de vazamentos ou infiltrações. Vá testando também os chuveiros, torneiras e descargas, para checar se o fluxo de água é bom ou se está fraco. Se possível, tente dar uma olhada no estado da caixa d’água, sobretudo se for uma casa.

Conte com alguns gastos adicionais

Para comprar imóvel com pouco dinheiro, você precisa estar por dentro de todas as despesas. O financiamento, mesmo com a participação em um programa habitacional do governo federal, certamente será o maior, mas isso não quer dizer que você não terá outros gastos e, principalmente, que não deve colocá-los na ponta do lápis antes de tomar qualquer decisão.  

Existem as despesas tradicionais, referentes à escritura e documentação, além de pagar os papéis do banco. No caso dos usados, há o famoso Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cuja taxa varia de acordo com a cidade e o estado. Não se esqueça que ainda há o preço da mudança e eventuais pequenos reparos que qualquer propriedade precisa.

Confira a documentação do Imóvel

Como dissemos no início do conteúdo, o Brasil tem muitos imóveis com questões de regularização e com a documentação problemática. Por isso mesmo, esse é um aspecto que merece ser avaliado quando você for comprar, de maneira a evitar dores de cabeça no futuro. Comece, por exemplo, pedindo a Certidão negativa de IPTU.

Você também precisa solicitar a Certidão negativa de ônus reais, que comprova que a propriedade está livre de dívidas, bem como analisar a escritura e o registro, até para saber que é o dono efetivo do local. Para agilizar o processo, no caso de um financiamento, você também deve separar os seus documentos e suas próprias certidões negativas.

Ao seguir todas essas dicas, você não apenas consegue comprar imóvel com pouco dinheiro, como também ganha informações importantes para investir em uma vida financeira mais organizada e que apresente uma projeção favorável, especialmente a longo prazo.

Gostou de aprender como comprar imóvel com pouco dinheiro? Quer aumentar o seu aprendizado sobre o assunto? Então não deixe de conferir também o nosso outro post que mostra quanto guardar por mês para conseguir se tornar dono de um apartamento.

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